segunda-feira, 27 de abril de 2015

Vigilante "graffita" pénis para resolver buracos na estrada... ai se a moda pega...

Um "artista" anda a desenhar pénis nos buracos das estradas da cidade de Ramsbottom, em Manchester, Inglaterra, mas com um objectivo para além da arte. A ideia força o município a tapar os buracos para esconder as pinturas.


Sem dar a cara, o homem disse ao site do jornal Manchester Evening News que as suas obras têm o nome de Wanksy ("masturbaçãozinha"), como uma brincadeira ao artista de rua britânico, Bansky. "Eu queria atrair a atenção para os buracos de forma memorável. Nada parecia fazer isto melhor do que uma cómica e gigante erecção", diz o activista.


Mas o executivo camarário não vê a graça do assunto e está preocupado que crianças vejam os desenhos. "As acções deste indivíduo não são só estúpidas, mas também incrivelmente insultuosas para os residentes", disse um porta-voz do município de Bury ao jornal.

O artista queixa-se que amigos ciclistas já foram hospitalizados devido às condições das estradas, mas que por menos ortodoxos que os seus métodos sejam, agora os buracos são tapados entre 48 horas a uma semana depois de os graffitis aparecerem nas estradas. Mesmo assim, o método não tem uma taxa de sucesso de 100%: ainda há pinturas e crateras por tapar.


Ao contrário de outros artistas de rua, o homem por detrás dos graffitis quer ver os seus trabalhos destruídos.

Ver o original (em inglês) no site do Mirror e no Sabado...

sábado, 25 de abril de 2015

41 anos atrás ...












Capas de jornais de 25 de Abril a 2 de Maio de 1974...
Documentos cedidos pelo Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Combustíveis: igual ao litro?

Vídeo da DECO: ficarão esclarecidos sobre se devem ou não utilizar os combustíveis low cost


"Selecionámos os líderes do mercado do gasóleo no respectivo segmento: o Jumbo e o Intermarché, que são ambos low-cost, e a Galp com os seus dois representantes: o gasóleo regular, denominado Hi-Energy, e o premium, o G-force. Testámos os efeitos que o seu consumo provoca nos carros."

Conclusão: É tudo igual ao litro... literalmente...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

A (típica) crónica de filhos e enteados Parte II: A correcção...


Tarde demais reparei que na minha anterior publicação, "A (típica) crónica de filhos e enteados ...",  fiz uma acusação injusta, quando citei directamente da página Uma Página Numa Rede Social:

"Em mês de entrega do IRS, torna-se relevante recordar a brutal e implacável forma como o actual Governo procede à cobrança dos impostos do contribuinte comum, que contrasta com as facilidades concedidas aos contribuintes especiais."

O problema começou quando me alertaram para o facto de 2 desses 3 perdões fiscais, ou amnistias como parece ser o termo mais correcto, terem sido concedidos ainda nos anos dos governos de Sócrates (actualmente mais conhecido pela alcunha  do 44), respectivamente nos anos de 2005 e 2010.

Pelo que a afirmação, quando envolve "o actual governo", não deveria ser aplicada desta forma, mas dever-se-ia dizer antes que os sucessivos governos (quer PS com Sócrates quer depois PSD/CDS de Passos), no seu conjunto, contribuíram para a actual situação de cobrança de impostos do contribuinte comum, ao passo que têm vindo a perdoar (em grande) situações irregulares a contribuintes especiais... como é o caso de Salgado...

Para consultar informação mais detalhada sobre o caso dos perdões fiscais a Ricardo Salgado recomendo este artigo: SALGADO RECORREU A TRÊS ‘AMNISTIAS’ FISCAIS.

Convém dizer também que quem tem uma máquina cada vez mais eficaz na cobrança de impostos é o Estado, não o Governo (este ou outro qualquer e a evolução positiva começou com Sócrates, e muito bem). A circunstância que foi aproveitada por Ricardo Salgado também o foi por muitos outros contribuintes e, novamente, não teve nada ver com o actual Governo. É discutível se o Estado beneficiou dessa cobrança "especial" ou não, mas isso é outro assunto (os especialistas dizem que sim, o Estado beneficiou, em termos globais e considerando as reais expectativas de conseguir cobrar algo).

Queria deixar o alerta a quem lê/ouve as notícias para nunca assumirem que o que acabaram de ler ou ouvir é 100% verdade, ou erros como o meu ocorrerão...

Queria também deixar um agradecimento aos membros do grupo (fechado) do Facebook VIPP (Verdade e Integridade Para Portugal) por me terem chamado à atenção para este "deslize". É por estas e por outras que gosto deste grupo... mesmo quando estamos enganados temos logo 10 "camaradas" prontos a nos corrigir...

terça-feira, 21 de abril de 2015

A (típica) crónica de filhos e enteados ...

As duas notícias nem parecem estar relacionadas, mas o que interessa é o que se segue:


Em mês de entrega do IRS, torna-se relevante recordar a brutal e implacável forma como o actual Governo procede à cobrança dos impostos do contribuinte comum, que contrasta com as facilidades concedidas aos contribuintes especiais.

(Agosto de 2014) A solução apresentada pela ministra das Finanças para atingir os cerca de 1.500 milhões de euros que permitem atingir os 4% de défice do PIB passa pelo aumento do valor das coimas relativas a contra ordenações fiscais, avança o Jornal de Notícias. A ministra garantiu que não será através do aumento de impostos que o Governo alcançará um encaixe adicional de receita fiscal, à volta dos 1.500 milhões de euros, para atingir o objectivo dos 4% de défice do Produto Interno Bruto. A estratégia para alcançar esse valor passará antes pelo agravamento das penalizações por incumprimentos de deveres fiscais, com multas que podem atingir vários milhares de euros por contribuinte.


De acordo com o Jornal de Notícias, as coimas para contra ordenações simples, como a falta ou atraso de declarações, pagamentos indevido de rendimentos ou falta ou atraso na emissão de recibos ou facturas, pode ir até aos 15 mil euros. O valor representa um aumento de 161% face ao montante da multa, já que actualmente a sanção para este género de contra ordenações é de 5.750 euros.

As contra ordenações graves, referentes a falsidade informática ou prestação de informação falsa, terá um valor mínimo de multa de 15 mil euros. O Executivo pretende, também, obter algum proveito caso se verifique a falta de utilização de programas ou equipamentos informáticos de facturação certificados pelas pequenas empresas. Neste caso a coima pode ir dos 1.500 aos 18.750 euros.

As medidas estão definidas na proposta de lei do segundo Orçamento Rectificativo ontem apresentado.

Mas antes deste episódio...

(Fevereiro de 2013) O presidente do BES, Ricardo Salgado, terá beneficiado de três perdões das Finanças, recorrendo a um regime de ‘amnistia fiscal’, que protege, por assim dizer, quem tem património escondido fora de fronteiras portuguesas. O responsável conseguiu, a título de exemplo, regularizar 26 milhões de euros que não havia declarado, adianta o semanário Sol.

O presidente do BES, Ricardo Salgado, regularizou um total de 26 milhões de euros que tinha no estrangeiro e que não havia declarado ao Fisco; rectificou o IRS de 2011 em mais de 8,5 milhões de euros, que recebeu como consultor em Angola; e pagou 2 milhões de euros de imposto gozando de taxas estipuladas nos Regimes Extraordinários de Regularização Tributária de 2005, de 2010 e de 2011.


Tudo isto, sublinhe-se, só foi possível graças a não um, não dois, mas a três perdões das Finanças, usufruindo de outros tantos planos lançados pelos Governos desde 2005, vocacionados para quem tem património escondido fora de Portugal.

Refira-se que entre 30 de Maio e Dezembro de 2012, o presidente do BES entregou três rectificações do IRS de 2011. Fonte próxima de Ricardo Salgado garante, porém, citada pelo Sol, que a situação fiscal do gestor é “completamente regular como pode ser comprovado junto das autoridades competentes”, acrescentando ainda que o responsável “cumpriu sempre, responsavelmente, as suas obrigações fiscais em Portugal e não está em situação de ‘fuga ao Fisco’ ou ‘evasão fiscal’”.

Ricardo Salgado, que foi também ouvido no âmbito da operação Monte Branco, que reporta a um mega processo de fraude fiscal e branqueamento de capitais, não foi considerado suspeito pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.

(Mais) Um caso (típico) de dois pesos e duas medidas? 

Ver (ou rever):
Rectificativo Multa de até 15 mil euros para quem não entregar IRS a horas

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Maioria e PS chumbam exclusividade e rotatividade dos deputados ... Afinal até conseguem chegar a acordo quando querem!

Os deputados do PS, PSD e CDS continuam a querer acumular as funções que exercem na banca privada e nos grandes escritórios de advogados.

Os dois lados da mesma moeda, nas questões que importam...

O debate devia girar em torno de um reforço das incompatibilidades dos deputados – ou mesmo da exclusividade como propõe o BE – mas acabou por descair para uma querela ideológica, com um deputado do CDS a acusar o PCP de estar subserviente a regimes ditatoriais como o da Coreia do Norte. Só o projecto socialista foi aprovado na generalidade.

A iniciativa bloquista que propunha a exclusividade dos deputados mas também o regresso da rotatividade do exercício do mandato mereceu a condenação de PS, PSD e CDS. Pedro Filipe Soares, líder da bancada do BE, defendeu a necessidade de impor a exclusividade para acabar com a “porta giratória de pessoas e de interesses que andam sempre a ser jogados do privado para o público e do público para o privado”.


Não podemos ter mais exemplos de administradores, consultores e advogados. De manhã estão num qualquer escrutínio a defender os interesses privados e à tarde na Assembleia da República a defender sabe-se lá que interesses”, sustentou o bloquista.

O mesmo argumento foi usado pelo PCP, não para defender a exclusividade dos deputados, mas para impedir que um parlamentar possa participar em negócios com o Estado através de uma sociedade de advogados ou de uma Sociedade Gestora de Participações Sociais.

Um deputado está impedido de vender uma resma de papel à Assembleia da República se tiver uma papelaria, mas se, por via de uma sociedade de advogados ou SGPS, esse mesmo deputado participar num negócio de milhares de euros com o Estado, não há nada dos estatutos dos deputados, com a interpretação que PS, PSD e CDS foram fazendo, que o impeça”, exemplificou Jorge Machado.


A “promiscuidade” de que falaram bloquistas e comunistas lançou a ira no CDS, mas também no PSD e foi criticada até pelo PS. Telmo Correia, do CDS, criticou a proposta bloquista por propor “eleger deputados sem profissão, sem experiência de vida, para serem neste parlamento meros funcionários dos seus partidos”.

“É um fato feito à medida de o BE, de uma bancada que, felizmente digo eu, vai minguando. Maior moralismo ouvimos do PCP. Estranho que esteja preocupado que um deputado possa patrocinar (na sua actividade profissional como advogado) um Estado estrangeiro, por exemplo. Durante anos, não fizeram outra coisa que não servir um império estrangeiro (União Soviética). Queremos um parlamento livre, não nos queremos sentar em Pyongyang [Coreia do Norte], onde são todos escolhidos pelo partido", afirmou, gerando protestos na bancada comunista e um pedido de defesa da honra pelo líder do grupo parlamentar.

João Oliveira lembrou que os argumentos usados pelo deputado do CDS eram os mesmos do que os lançados no antigo regime pelos “fascistas para atacar os comunistas”, sugerindo que o interlocutor não tem lugar no Parlamento. Telmo Correia respondeu: “Qual é a ameaça? Quer retirar-me daqui para quê? Para me levar para um gulag [campo de trabalhos forçados do regime soviético]?”.

Menos cáustico mas também critico foi João Lobo, do PSD, que se insurgiu contra as posições assumidas pelos comunistas e bloquistas que põem em causa “a dignidade de profissionais sérios, dignos, como os advogados”. O social-democrata rejeitou a proposta da exclusividade do BE por significar a “funcionalização” dos deputados. Já quanto ao projecto do PS, a bancada do PSD mostrou-se disponível para debater na especialidade e por isso absteve-se (tal como o CDS) para a viabilizar.

O PS também se afastou das propostas mais à esquerda (votou contra os projectos do PCP e BE). “Não me parece que seja correcto, nem produtivo colocar o debate nestes termos. Como se existisse uma pureza em alguns deputados que se sentam nesta câmara enquanto outros são facínoras e incapazes de apresentar soluções”, disse Pedro Delgado Alves, dirigindo-se para as bancadas lideradas por João Oliveira e Pedro Filipe Soares.


Pessoalmente concordo com a exclusividade dos deputados.. por mim até poderiam ser melhor remunerados mas em menor número, e obrigados a assinar um contracto de exclusividade durante a legislatura...

Mas independentemente da minha opinião sobre a exclusividade dos deputados, podemos observar dois factos nesta notícia: Primeiro ponto, esta notícia quase nem foi falada aliás ,na verdade, foi publicada à pouco mais que um mês e quem é que se lembra dela (e porque será?); E segundo ponto, conseguimos ver como rapidamente os três partidos do arco da governação ( e também da corrupção, uma vez que nunca é dada uma chance aos restantes..) se juntam nas questões que mais (lhes) importam...

Esqueçam uma estratégia conjunta para a economia portuguesa para os próximos 10-20 anos, ou um plano comum para combater a corrupção ou mesmo uma revisão conjunta da constituição... A quimera portuguesa nunca se junta para tratar desses assuntos...


Artigo Original em:

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Água, um direito humano ou um negócio bilionário?

O acesso à água (potável) foi declarado um direito humano pelas Nações Unidas, aliás Água é Vida, nas palavras de Ban Ki-moon, Secretário-Geral da referida organização ... no entanto alguns não o vêm assim...

Hoje deparei-me com este vídeo, que infelizmente não o consigo partilhar sem ser através de um link. de qualquer maneira aconselho a ver com atenção. São 8 minutos que valem a pena gastar...

Vídeo de Marafumbo Ferrugento, disponível aqui

"Gostava que vissem esta reportagem de uma televisão Alemã, mas se não virem azar o vosso, numa televisão Portuguesa não vão ver de certeza, e mais logo há futebol. Liga dos Campeões.... Não se esqueçam de ver..."

Não é um bem sem o qual a vida humana possa continuar. No entanto economistas e especuladores acham que poderá perfeitamente tratada como mais um bem especulável, tal como o petróleo ou o ouro. Mas Peter Brabeck parece discordar:

Na opinião de Peter Brabeck, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado estabelecido pela lei de oferta e procura...

Existe uma notícia escrita (Aqui) cuja leitura recomendo, mas poderão ver vós próprios o vídeo que tudo resume...
Presidente da Nestlé: "Água Não É Um Direito Humano Básico."

O opinião deste senhor resume-se bem ao título do anterior video: "Água Não É Um Direito Humano Básico."

Já temos a (má) experiência cá, no caso da electricidade e dos hospitais, de como a privatização (de um bem ou serviço público) raramente atinge os efeitos prometidos: a qualidade nem sempre melhora (na maior parte dos casos só piora) e o bem ou serviço em questão não se tornam mais baratos.. pelo contrário.

O seguindo excerto da RTP ilustra, em parte, este problema que já está a ocorrer, e cujas consequências serão muito nefastas...

RTP: A privatização da água tem sido desastrosa para os portugueses...

Agora, por fim, leiam esta notícia, e pensem como será quando boa parte a da água potável estiver nas mãos de privados....