terça-feira, 7 de abril de 2015

Portugal está a ser espiado!

Relatório de Segurança Interna fala em espionagem económica e clássica. Há serviços de informação de outros países interessados em obter informações sobre nós.


A candidatura de Portugal a uma das maiores extensões da plataforma continental (ver mais aqui) tem colocado o País no centro de interesses de vários serviços de informações de outros países. A espionagem, refere o Relatório Anual de Segurança Interna relativo, foi em 2014 uma ameaça à Segurança Interna ao mesmo nível do terrorismo, da proliferação de armas de destruição maciça e de organizações extremistas.

Segundo relatório disponibilizado esta terça-feira, a chamada espionagem económica é “uma realidade cada vez mais presente” e Portugal tornou-se um centro de interesse de outros países que querem saber mais. Procuram “as potencialidades, os recursos naturais, os operadores económicos, os projectos em curso e os seus intervenientes”, lê-se no relatório elaborado pelo Gabinete Coordenador de Segurança, liderado pela secretária geral de Segurança Interna, Helena Fazenda.


Há mesmo quem, de forma clandestina, passe informações sobre recursos humanos que são, assim, aliciados a trabalhar para empresas estrangeiras. O ambiente de crise económica criou condições favoráveis para o acesso não-autorizado ao conhecimento científico com elevado potencial económico para o tecido empresarial português, propiciando a transferência de conhecimento e de recursos humanos para empresas estrangeiras, em alguns casos a coberto de actividades clandestinas de recolha de informação sensível”, refere o gabinete que tem por missão coordenar as forças e serviços de segurança.

Além da espionagem económica, as autoridades preocupam-se, também, com a “informação sensível nos tradicionais planos político e militar”, assim como no económico. E reconhecem que há “meios técnicos cada vez mais sofisticados que lhe conferem maior capacidade de recolha de dados, ao mesmo tempo que torna mais difícil identificar e localizar os seus agentes”.

Em 2014, os serviços de informações de todo o País tentaram munir-se de armas para evitarem ataques cibernéticos. Motivo: acréscimo de riscos de ataques de natureza cibernética contra infraestruturas críticas, organismos estatais, organizações internacionais de segurança e defesa, bem como de empresas e de unidades académicas e de investigação de valor estratégico. Desconhece-se, para já, se o conseguiram.

O relatório dá conta, ainda, da espionagem clássica, de foro político e militar, na consecução dos interesses geoestratégicos dos Estados. Também esta tem ganhado “nova dinâmica no atual contexto europeu”. As autoridades esperam que possa vir a verificar-se em Portugal, “com o objetivo de recolher informação sensível de natureza política, que possa antecipar as posições do Estado português em determinados assuntos de relevância internacional, nomeadamente no que se refere aos conflitos armados e à definição das prioridades do Governo português em matéria de política externa”.

Fontes:

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O que é o Al-Shabab e porque é que ataca o Quénia?

A semana (que acabou de passar) da Páscoa fica indelevelmente marcada pelo massacre no Quénia, na passada quinta-feira. Perto de 150 mortos, a maioria estudantes e cristãos. Foram assassinados a tiro, na nuca, dentro da universidade por extremistas islâmicos. O que se passou dentro das salas de aula e dos dormitórios é difícil de imaginar, mas houve quem sobrevivesse, escondido entre corpos, ou dentro de um armário, para contar na primeira pessoa como foram aquelas horas de verdadeiro terror.

Tudo começou quando quatro homens armados entraram nos dormitórios. Eram cerca das 5h30 da manhã e a maior parte dos estudantes ainda estaria a dormir. Muitos deles partiriam nessa manhã até às suas terras, para poderem celebrar a Páscoa com a família. Os únicos que estavam acordados eram os muçulmanos, que cumpriam naquela altura a oração matinal. 

Segundo o “The New York Times” o silêncio daquela noite foi quebrado com os terroristas a gritarem “se querem sobreviver, saiam dos quartos!” e a outra hipótese, “Se querem morrer, não saiam!”. 148 mortos depois, sabe-se que era uma armadilha. Muitos daqueles que saíram foram executados com um tiro na nuca. Alguns deles foram obrigados pelos terroristas a ligarem aos pais para explicarem que o ataque se devia à intervenção militar queniana na Somália de 2011. Os homens da al-Shabab demonstraram uma preferência por matar cristãos. Os muçulmanos foram poupados ao massacre.


Os islamitas somalianos do grupo terrorista Al-Shabaab, com ligações à Al-Qaeda, reivindicaram o ataque. Este foi o ataque mais mortífero no Quénia desde o atentado contra a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em 1998, que causou 213 mortos, e que ocorreu em represália pela presença militar queniana na Somália, onde um corpo expedicionário queniano combate este movimento desde final de 2011. Na semana passada, circularam avisos sobre um eventual ataque. Os residentes locais acusam agora as autoridades de terem feito pouco para melhorar a segurança na região.

O grupo Al-Shabaab voltou a ameaçar o Quénia, este sábado, dizendo que o ataque foi uma retribuição pela presença do Quénia na Somália e pelos maus tratos aos muçulmanos que vivem no país.


"Nem a precaução nem as medidas de segurança serão capazes de garantir a vossa segurança, impedir outro ataque ou prevenir outro banho de sangue nas vossas cidades", disse o grupo num comunicado enviado por email, citado pela Reuters.

Infelizmente estes ataques não têm recebido a devida atenção internacional, tal como os promovidos pelo Boko Haram na Nigéria, ao contrário do que se passou em Paris, embora em qualquer dos casos o número de mortos tenho sido muito superior... Assim quero aproveitar esta mensagem a explorar mais o que é o grupo Al-Shabab e porque é que o Quénia tem sido, aparentemente, um alvo preferencial deste grupo onde, segundo dados oficiais, 78% dos quenianos são cristãos e 10% são muçulmanos.

Então o que é o Al-Shabab e porque é que ataca o Quénia?

O Al-Shabab é um grupo terrorista islamista que controla cerca de um terço da Somália. Traduzido do árabe para português, o seu nome significa “a juventude”.


A Somália, cuja capital é Mogadíscio, está sem um governo efectivo desde 1991. Foi nesse ano que vários grupos armados se juntaram para derrubarem o Presidente Siad Barre, cuja ditadura durou 22 anos. Desde o golpe de Estado que a Somália é disputada por facções distintas num clima de guerra civil constante. O al-Shabab é um deles e tem sido até agora o mais violento de todos.

Segundo a revista norte-americana “Council on Foreign Relations”, o Al-Shabab ganhou força a partir de 2006. Naquela altura, o governo de transição somali pediu ao exército da Etiópia, que faz fronteira a Noroeste, que invadisse o seu país e ajudasse a expulsar da capital o Conselho Supremo das Cortes Islâmicas (CSCI), do qual o al-Shabab fazia parte. A operação militar teve sucesso: o CSCI perdeu força e a sua “ala jovem” teve de se instalar no Sul da Somália. Mas foi precisamente quando estes pareciam ter ficado feridos de morte que ganharam uma nova vida.

Mais radicalizado do que antes, o Al-Shabab começou a lançar ataques às tropas etíopes a partir das suas novas coordenadas. O número de tropas subiu de 400 para mais de mil até 2008. Em 2012, aliaram-se à Al Qaeda. Hoje, calcula-se que tenha entre 7 a 9 mil militares nas suas fileiras.


Segundo o Bureau of Investigative Journalism (BIJ), os EUA fizeram entre nove e 13 ataques de drone (aviões militares não-tripulados) desde 2007 direccionados contra o al-Shabab. O número de vítimas entre os terroristas é incerto, variando entre os 23 e os 105, segundo o mesmo site.

Pelo meio, foi criada a Missão da União Africana para a Somália (MUAS), cujo objectivo é pacificar a Somália e ao mesmo tempo impedir que os problemas sentidos naquele país se alastrem aos seus vizinhos. O Uganda é o país com maior participação neste esforço, tendo destacado 6220 militares. Depois segue-se o Burundi (5338), Etiópia (4395), Quénia (3664), Djibuti (1000) e Serra Leoa (800).

E foi precisamente por ajudar neste esforço para combater o terrorismo na Somália que o Quénia tem sido um dos alvos principais da al-Shabab.

As autoridades quenianas estão a oferecer quase 200 mil euros a quem encontrar Mohamed Mohamud, líder da Al-Shabab e presumível cérebro deste ataque.

Até ao massacre de 2 de abril na Universidade de Garissa, o maior ataque do Al-Shabab em solo queniano passou-se no centro comercial Westgate, no dia 21 de Setembro de 2013. À semelhança daquilo que aconteceu na quinta-feira, onde durante mais de 48 horas, quatro homens entraram no centro comercial Westgate em Nairobi, capital do Quénia, e começaram a disparar sobre as pessoas que encontraram pela frente. Tal como na quinta-feira, o ataque foi reivindicado pelo Al-Shabab, que atribuiu a causa do ato à presença militar queniana na Somália.

Morreram ao todo 67 pessoas neste ataque.


O primeiro ataque terrorista em grande escala da Al-Shabab fora da Somália ocorreu na capital do Uganda, Kampala, no ano de 2010. O ataque consistiu numa série de explosões provocadas por bombistas suicidas enquanto um grupo de pessoas assistia à final do mundial de futebol, na África do Sul. 

Morreram aí 74 pessoas.

Ler:
Ataque a universidade no Quénia fez pelo menos 148 mortos
Grupo islâmico Al Shabab ameaça fazer novos ataques no Quénia

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ânimos incendiários... mas não muito ...

Hoje mais uma pequena peça cómica, um anarquista britânico que tentou incendiar uma bandeira da EU...

Mas que ... ?

A conversa começa com o típico discurso anti união europeia: Que a união está corrupta (talvez com a excepção dos países nórdicos, estou para ver qual é o país europeu que não tem nem um "bocadinho"de corrupção no seu sistema..), que nos querem retirar a nacionalidade (o que neste caso em particular de um cidadão britânico só pode ser irónico já que, obviamente, deve estar a ignorar o próprio multi-culturalismo do Reino Unido, que ainda à pouco tempo se viu com um referendo que poderia ter resultado numa declaração de independência da Escócia...), genocídio do povo britânico (o que é curioso dado que morreram mais europeus às mãos de outros europeus antes da formação da UE do que posteriormente), imigração em massa e de censurar os media, ou retirada do discurso livre se preferirem (como se qualquer país europeu já não fizesse isso sozinho...) ... vejam o vídeo por vocês mesmos...

Maldita legislação europeia que só permite a comercialização de material seguro, em especial neste caso, tecidos não inflamáveis...

A minha sugestão para este anarquista, para a próxima deve-se embeber primeiro a bandeira num líquido inflamável, e só então pendurá-la e pegar-lhe fogo, e aviso para evitar ser apanhado numa eventual combustão de vapores inflamáveis à volta da bandeira deve-se incendiar a bandeira atirando um fósforo de uma distância segura... depois não digam que não sou amigo em vos avisar....

Só ao fim de 6 minutos é que lá consegue o seu objectivo... se estiverem interessados podem ver o vídeo aqui.

Anarquistas: Explicando que não são necessários governos, demonstrando todas as razões pelas quais necessitamos de alguma forma de governo...

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Manoel de Oliveira pode ter morrido... mas será imortal daqui em diante!

Hoje o país perdeu um dos seus grandes nomes... Manoel de Oliveira. Tal como desejava, filmou até ao fim...


O cineasta português tinha 106 anos. Era o realizador mais velho do mundo ainda em atividade. O seu último filme, O Velho do Restelo, estreou-se em Dezembro de 2014 na comemoração do último aniversário. Era a fazer filmes que descansava. Aliás, costumava dizer: “Quando deixar de filmar, deixo de respirar”

Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908. Entre curtas e longas-metragens, realizou mais de 40 filmes até ao fim da vida. O histórico realizador português morreu esta quinta-feira e deixa o legado de uma obra que marca o cinema europeu e mundial.

Posso não ser fã do seu estilo de cinema, no entanto sempre admirei, e não será a sua morte que me vai impedir de o continuar a fazer, a paixão e a força deste homem que mesmo com uma idade tão avançada, demonstrava sempre uma invejável lucidez e vitalidade...

Apesar dos longos 106, Manoel de Oliveira pedia mais tempo para fazer mais e melhor. Quando via um antigo trabalho, ficava sempre com a sensação que “poderia ter feito melhor”.  Tempo esse que não lhe chegou para fazer tudo o que queria, para realizar todas as ideias: "Tenho uma vontade enorme de filmar e fico muito triste se o não puder fazer", confessava numa entrevista à Visão, em 2008.

O tempo faltou-lhe, definitivamente. Durou 106 anos, filmou até aos 105, praticamente até ao fim, mesmo se achou não ter tido o tempo suficiente para concretizar todos os seus projectos. Manoel de Oliveira morreu na manhã desta quinta-feira, na sua casa na Foz, no Porto, pouco minutos antes do meio dia, de paragem cardíaca.

O corpo estará em câmara ardente a partir do final da tarde, num salão da Igreja de Cristo Rei. E o funeral realiza-se sexta-feira, pelas 15 horas, com uma pequena cerimónia religiosa, seguindo depois para o cemitério de Agramonte. O Governo decretou dois dias de luto nacional, e a Câmara do Porto decidiu dedicar três dias de pesar ao filho da cidade. E claro, como não poderia deixar de ser, todos os partidos políticos, e até o Presidente da Republica, já deixaram as suas declarações de lamento da sua morte.


Gostaria de deixar uma última frase deste grande nome que hoje pode ter morrido, mas será imortal daqui em diante:

"Todos sabemos que vamos morrer. É a única certeza que temos. Não tenho medo da morte, tenho medo do sofrimento. É na vida que se encontram todas as maldades do mundo. A morte é o descanso."
- Manoel de Oliveira, Junho de 2011

PSD e BE destacam obra de Manoel de Oliveira
Cavaco Silva lamenta morte de Manoel de Oliveira

PS: Curiosamente, à precisamente 10 anos falecia outra grande personalidade mundial, o Papa João Paulo II...

terça-feira, 31 de março de 2015

20 milhões para o lixo ... mais uma história de sucesso do metro de Lisboa!

O momento em que a conjugação de "cortar nas gorduras" e a "gestão danosa" de certos administradores resulta em potenciais falhas na segurança deste transporte publico, ao que parece numa só linha, não prenuncia nada de bom... e isto será uma tendência em todos os transportes... e recordo que nunca se pagou tanto por uma viagem de metro...

A segurança na Linha Vermelha do metro de Lisboa, entre as estações de São Sebastião e o Aeroporto, passou a ser estabelecida por um sistema com cerca de 37 anos... isto porque o metropolitano de Lisboa deu ordem para retirar todo o sistema de segurança e condução automático, que dispensava a intervenção directa do condutor, avaliado no valor de 20 milhões de euros, releva o Jornal de Notícias...

O equipamento foi retirado, em toda a linha vermelha, dos comboios e das paredes laterais do cais das estações, porque a empresa não mostrou disponibilidade para estender o mecanismo às novas estações até ao aeroporto da Portela, como defendiam relatórios elaborados internamente.


Ou seja, entre manter este investimento, que começou a ser planeado aquando da Expo"98, e deitar para o lixo o sistema, a administração da empresa optou então pela segunda via, ignorando os relatórios dos técnicos e passando a segurança na Linha Vermelha, entre São Sebastião e o Aeroporto, a ser estabelecida simplesmente pelo Dispositivo de Travagem Automático de Via (DTAV), com cerca de 37 anos. O JN acedeu a vários documentos, cedidos por fonte ligada ao Metropolitano, onde se alertava a administração para as questões de segurança e para o facto de esta estrutura de transporte estar a tornar-se obsoleta.

"O DTAV é um controlo pontual para o excesso de velocidade. Mas não impediu a colisão, por exemplo, que ocorreu recentemente no aeroporto e que deixou o comboio tipo acordeão. A empresa ocultou essas imagens, porque o maquinista estava cansado e acelerou na saída da estação do aeroporto. Acabou por embater no paredão porque não havia nenhum sistema de travagem. Em 2025 o metropolitano de Lisboa será dos mais obsoletos do mundo, porque já o é, agora, em termos europeus. Semelhante só na Roménia e na Bulgária", explicou ao Jornal de Notícias, sob anonimato, um técnico do metro de Lisboa. O JN também teve acesso a vários documentos onde se alertava a administração para várias questões de segurança e para o facto desta estrutura de transporte estar a tornar-se obsoleta.

O sistema desinstalado foi o ATP/ATO (Automatic Train Protection/Automatic Train Operation) e com este mecanismo, o maquinista pouco mais faz do que gerir o sistema, porque a condução é automática. A sua implementação começou a ser equacionada nos anos 90 do séc. XX, quando as composições passaram de dois tripulantes para um. Na altura, o sistema já era usado nas linhas de metro de Paris e Milão.

O concurso público internacional, vencido pelos franceses da CSE, foi lançado em 1999 de modo a que no início da Expo'98 o sistema estivesse pronto apenas na linha vermelha. No entanto, com o abatimento da estação dos Olivais, o sistema só começou a funcionar no ano 2000. A situação manteve-se até 2009, quando aquela linha teve de ser alargada até São Sebastião, de um lado, e até ao aeroporto do outro.

E pergunto-me eu, quando se projectou esta linha, e quando se planearam estas expansões, ninguém se lembrou de perguntar: O que fazer com o sistema de segurança? Se a linha for expandida, este pode (e deverá) ser expandido?


"A administração foi alertada que era necessário o investimento nos novos quilómetros de linha porque senão a sinalização clássica lateral e a condução manual iriam diminuir a velocidade de circulação", disse o técnico.

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres questionou a empresa sobre este facto mas o organismo regulador mostrou-se satisfeito com a segurança que o DTAV assegura. O Metro de Lisboa não quis responder às questões apresentadas pelo Jornal de Notícias.

Já no período de 2012 a 2014, os comboios do Metro de Lisboa circularam sem travões de emergência devido a uma falha nos freios electromagnéticos que obrigou à sua desactivação. Esta foi uma das causas para que, nesse período, as composições abrandassem a velocidade nos túneis de 60 KM/H para 45 km/h (nesta altura lembro-me que se dizia que era para poupar energia, e assim poupar dinheiro...). A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito ao caso, mas concluiu que não teria ocorrido "eventual falta de segurança".

Futuras expansões do metropolitano de Lisboa?

A Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações já reagiu à notícia do JN. "Importa dizer que a segurança do metro está a ser garantida pelos seus trabalhadores já há muito tempo, apesar das políticas de desinvestimento levadas a cabo pelo conselho de administração da empresa", disse, esta terça-feria, à Lusa, a dirigente sindical Anabela Carvalheira

O JN destaca ter tido acesso a vários documentos, cedidos por fontes ligadas ao metro, onde se alertava para as questões de segurança e para o facto de esta estrutura de transportes estar a tornar-se obsoleta. Em declarações à Lusa, a dirigente da FECTRANS salientou que esta situação não "é nova, nem é uma surpresa".

"Trata-se de políticas de desorçamentação, de investimentos feitos sem que ninguém seja responsabilizado por eles e que levaram a esta dívida estrutural no metro. Obviamente que quem faz um investimento tão grande como o do mecanismo como o ATP/ATO tinha de perceber que deveria dar continuidade ou então este investimento não fez qualquer sentido", disse.

No entender da dirigente sindical, apesar das políticas eleitoralistas ou de desinvestimento ninguém vai ser responsabilizado. Anabela Carvalheira explicou que o Metropolitano de Lisboa não sofre qualquer investimento desde o anterior governo.

"O material gasta-se, as coisas vão-se tornando obsoletas. É como na nossa casa, se não renovarmos os equipamentos e não fizermos manutenção adequada, as coisas vão ficando gastas e usadas. Até hoje não houve problemas no metro por causa da competência dos trabalhadores e do seu envolvimento para que as coisas corram bem", disse.

Contactado pela Lusa, o Metropolitano de Lisboa remeteu um esclarecimento para mais tarde.

A rede do Metro de Lisboa está dividida por quatro linhas que totalizam 43 quilómetros de extensão. Ainda está por concluir o prolongamento da linha azul, que se iniciou em 2009, entre as estações da Amadora Este e da Reboleira.


Fontes:
Metro de Lisboa atira para o lixo 20 milhões
Federação de Sindicatos de Transportes diz que está garantida segurança no Metro de Lisboa

PS: A propósito de Metro de Lisboa: no próximo dia 10 de Abril vai haver greve dupla nos transportes de Lisboa, quer do Metro quer da Carris, ambas de 24 horas... se utiliza um destes, ou até os dois, sexta feira dia 10 não vai ser um bom dia para ir para o trabalho...

segunda-feira, 30 de março de 2015

A mentira na qual vivemos ... para ver e reflectir!

Não direi que concordo a 100% com o que é dito neste filme de 8 minutos, mas mesmo assim acho que demonstra a (nossa) realidade nos dias de hoje... vejam e pensem no assunto, e partilhem para que outros possam fazer o mesmo!

The Lie We Live

"Exposing the truth about our corrupt world. My name is Spencer Cathcart and this is a short documentary film I made & wrote. ***NOTE: For unknown reasons Facebook blocked the short link so to share you have to paste the full link. It's also available on my Facebook page: facebook.com/Freshtastical"

domingo, 29 de março de 2015

Porque o que era "OK" ontem poderá não o ser amanhã...

Estas são imagens de 28 anúncios do século passado (alguns provavelmente terão mais de 100 anos) que outrora nada de errado tinham, mas que hoje nos parecem abomináveis...

Estas são algumas das razões porque devemos continuar a lutar por uma sociedade melhor !